quinta-feira, julho 06, 2006

derrotas para que te quero!...




E aí está ele, pensando que ainda não é desta que o mundo lhe cairá aos pés.

Portugal debateu-se com dignidade (algo que alguns tugas tendem a deixar na gaveta...), e já ninguém duvida que temos equipa! O europeu está aí dentro de dois aninhos e até lá há muita fruta na árvore que terá tempo de amadurecer (o Cristiano e as suas lágrimas sofridas... tss tss. Fez-te falta o "seio" da Merche, foi isso?). A minha bandeira volta para dentro de casa no Sábado, mas voltará para a rua na altura devida. Quanto ao Cristiano, ao Deco (que por acaso ontem foi uma sombra de si mesmo), ao Simão, aos Ricardos, etc, etc; podem chorar à vontade, mas espero que da próxima vez seja de alegria. Afinal de contas a derrota foi só uma, e as vitórias numerosas! Pequeninos como somos, estivémos à altura dos grandes, e só com um penalti é que esses franciús nos conseguiram bater. Todos devemos estar orgulhosos.


No fim, espero que os italianos levem o caneco!

terça-feira, maio 16, 2006

Uma espécie de vazio...

Eu sei que me comprometi em dizer qualquer coisa antes de segunda feira...
Também sei que não gostas nada de pedidos de desculpa, seja de quem for. [se soubesses como gosto disso em ti... és mesmo especial!] Ora isso deixa-nos à beira de um daqueles impasses que não servem para nada.
Vou contar-te, minha fada com o céu nos olhos[presta atenção, azuloidezinha! Isto também é para ti!].
Falando de coração aberto, estou a descobrir coisas estranhas e não tenho a certeza que gosto delas, ou que quero sequer pensar nelas. Escrever é um bom exemplo. Talvez o maior (melhor?).
A escrita foi uma armadura excelente numa batalha sangrenta e dura de travar. Vocês sabem. Uma das melhores frases que retive (não as palavras, mas o que diz) insinuava que os poetas, narradores, grandes escritores, não importa, escrevem porque a alma lhes dói. Tão simples como isso. Escreve quem sofre.
E de facto é verdade.
Que melhor altura para uma indigestão de palavras desagradáveis ataques de fúria gritos corrosivos lágrimas dores merda, do que aquela em que nos arrancam o coração à força. Certo?
O problema agora é que a infelicidade que foi minha musa deixou de existir. Quero dizer... existe.... mas muito longe... quero dizer... talvez já ali, mas a uma distância segura. Juro.
No fundo, tenho medo de acordar fantasmas. Pronto, está dito.
Só que depois ponho a mão na consciência e penso "que estupidez, mulher. Grow up."
Há tanto material! É horrível saber isso e sentir o caos na cabeça! BZZZZBZZZZZZZBZZZZZ!!!!!


As palavras ainda são um assunto sensível, e acho que está à vista que ainda nos estamos a medir.

Quem diria que chegaria a este ponto.

Boa noite Cinderelas. O príncipe está a caminho.

terça-feira, abril 11, 2006

ora BOLAS!!!


Ando às voltas com a "máquina" (leia-se: computador do inferno!) para ver se me entendo com o meu plano tecnológico pessoal. Isto de ser blogger não é fácil.
A conspiração COMPUTA vs MOIMÊME não me derrotará! Palavra!

quarta-feira, abril 05, 2006

para começar:

"Talvez não valha a pena
amarfanhar palavras
para fugir do medo.
A vida não é um jogo.
É uma espécie de nudez,
onde se perde o pé,
irremediavelmente."

Graça Pires in «Conjugar Afectos»

Discutível? Até aceito, mas é tudo uma questão de interpretação.

Eu sou a Cláudia. Para os amigos também Cláudia. Para os amigos especiais... bem... tenho que reservar alguns segredos para mim... e para eles.

Não pretendo impressionar com este novo blog. Pretendo preservar a memória para ti, sejas tu quem fores. Um filho? Um familiar? Um amigo? Um estranho? Eu? Não tenho a certeza que seja importante, mas sou nova nestas andanças, por isso pura e simplesmente não sei.
Pretendo saber-me melhor e a escrita sempre ajudou, embora nem sempre tenha estado do meu lado.
O nome do blog foi uma sugestão (e um elogio!) do meu mais que tudo, mas mesmo que não seja gaja boa, sou uma boa gaja. Asseada, educada, quase sempre optimista, mas acima de tudo complicada (embora o mais que tudo diga que não). Se não fosse complicada este blog seria uma seca. Esperem para ver, quero dizer, para ler... acho eu...
Bom, vamos então a isto.
Cláudia, há 28 anos Tuga de gema, Benfica no coração (que está prestes a jogar com o Barça a 2ª mão dos quartos de final da Champions - FORÇA BENFICA!), actriz não famosa embora relativamente bem sucedida, admiradora incondicional de Fernando Pessoa, William Shakespeare e da Natureza, família acima de tudo (olá mamã!), vegetariana, politicamente de esquerda mas não extremista (não, o PS não tem nada a ver), enfim, mais uma pessoa entre tantas.
O poema tem para mim valor especial (obrigada Ana L.), e reflete o que eu penso da vida: um mar finito e de marés imprevisíveis, mas que só assim pode ser apreciado. O que seria a vida sem desafios? Se fosse fácil, não era para nós. Não vale ter medo. Daí as palavras. Estas, as próximas, as absurdas, as coerentes, as lamechas, as raivosas, as doces, as azuis, as amarelas, as vermelhas, as vazias, as palavras.
E as pessoas.
Amo-te Filipe.
Olá a todos.
Até amanhã.